Vamos falar um pouco sobre : Portugal.

PORTUGAL É O PAIS QUE COMEÇOU TUDO NO BRASIL…

Foi lá onde eles vinheram de caravela pra cá (por causa de um erro) e estamos aqui no BRA SIL-SIL-SIL!

 

ENQUANTO ISSO , NO COMEÇO…Cquote2.png

Cquote1.png Dom Pedrinho: Moço! Por aqui como vocês fazem pra fugir do linchamento? Cquote2.png

Cquote1.png Caipira: Linchamento? linchamento é lá no Rio Ipiranga. Cquote2.png

Cquote1.png Dom Pedrinho: Ah. Vem cá, e aqui passa a caravela pra Portugal? Cquote2.png

Cquote1.png Caipira: Portugal? isso aí só lá no Rio Ipiranga. Cquote2.png

Cquote1.png Dom Pedrinho: Ok. Então pelo menos você sabe como faz pra ficar independente daqueles portugueses idiotas? Cquote2.png

Cquote1.png Caipira: Independência? Ih, rapaz isso aí eu não sei não é melhor você gritar lá no Rio Ipiranga.

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Gastronomia

Muito deliciosa e variada, mas eles são tão paga-paus que copiam até a comida dos outros países, no caso, o bacalhau e o vinho.

  • Bacalhau
  • Pão com ovo
  • Pão com lixo
  • Pau Brasil
  • Bolinho de bacalhau
  • Bacalhau com alho
  • Bacalhau à Quim Barreiros
  • Bacalhau à Gomes de Sá
  • Bacalhau com tomate
  • Bacalhau com molho verde
  • Bacalhau com molho amarelo
  • Bacalhau com molho azul
  • Bacalhau ao molho branco
  • Bacalhau a dorê
  • Bacalhau com natas
  • Bacalhau com bacalhau
  • Cerveja de bacalhau
  • Bacalhau à passarinho
  • Sopa de bacalhau
  • Iogurte de bacalhau
  • Sorvete de bacalhau
  • Bacalhau frito
  • Vinho do Porto de bacalhau
  • Vinho do Porto de bacalhau com bacalhau
  • Licor de bacalhau
  • Gelado de bacalhau
  • Bacalhau à espanhola (sem incluir toureiro)
  • Bacalhau ao pil-pil
  • Sumo de bacalhau
  • Bolo de Bacalhau ao vinho da Madeira
  • Salada de bacalhau
  • Ovas de bacalhau
  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Leite fermentado de bacalhau
  • Olhinhos de bacalhau
  • Asinhas de bacalhau
  • Perninhas de bacalhau
  • Pilinhas de bacalhau
  • Bacalhau brazuca
  • Queijo de bacalhau
  • Favas com chouriço e bacalhau

História

A pré-história de Portugal é partilhada com a do resto da Península Ibérica. Os vestígios humanos modernos mais antigos conhecidos são de homens de Cro-Magnon com “traços” de Neanderthal, com 24 500 anos e que são interpretados como indicadores de extensas populações mestiças entre as duas espécies. São também os vestígios mais recentes de seres com caraterísticas de Neandertal que se conhece, provavelmente os últimos da sua espécie[25] Há cerca de 5500 a.C., surge uma cultura mesolítica. [26] Durante o Neolítico a região foi ocupada por pré-celtas e celtas, dando origem a povos como os galaicos, lusitanos e cinetes, e visitada por fenícios[27] ecartagineses. Os romanos incorporaram-na no seu Império como Lusitânia [28] (centro e sul de Portugal), após vencida a resistência onde se destacou Viriato.[26]

No século III, foi criada a Galécia, a norte do Douro, a partir da Tarraconense, abrangendo o norte de Portugal. A romanização marcou a cultura, em especial a língua latina, que foi a base do desenvolvimento da língua portuguesa.[29]

Com o enfraquecimento do império romano, a partir de 409, o território é ocupado por povos germânicos como vândalos na Bética,alanos que fixaram-se na Lusitânia e suevos na Galécia. Em 415 os visigodos entram na Península a pedido dos romanos para expulsar os invasores. Vândalos e alanos deslocam-se para o norte de África. Os suevos e visigodos fundam os primeiros reinos cristãos. Em 711 o território é conquistado pelos mouros que aí estabeleceram o Al-Andalus. Os cristãos recolhem-se para norte, acantonados no Reino das Astúrias. Em 868, durante a Reconquista, foi formado o Condado Portucalense.[30]

Muito antes de Portugal conseguir a sua independência, já tinha havido algumas tentativas de alcançar uma autonomia mais alargada e até a independência foi tentada por parte dos condes que governavam as terras do Condado da Galiza e de Portucale (com destaque para Nuno Mendes). Para anular as tentativas de independência da nobreza local em relação ao domínio leonês, o Rei Afonso VIentregou o governo do Condado da Galiza (que nessa altura incluía as terras de Portucale) ao Conde Raimundo de Borgonha, seu genro. Após muitos fracassos militares de D. Raimundo contra os mouros, Afonso VI decidiu entregar em 1096 ao primo deste, o Conde D. Henrique, também ele genro do rei, o governo das terras mais a sul do Condado da Galiza, (re)fundando assim o Condado Portucalense.

Com o governo do Conde D. Henrique, o Condado Portucalense conheceu não só uma política militar mais eficaz na luta contra os mouros, como também uma política independentista mais ativa. Só após a sua morte, quando o seu filho D. Afonso Henriques subiu ao poder, Portugal conseguiu a sua independência com a assinatura em 1143 do Tratado de Zamora, ao mesmo tempo que conquistou localidades importantes como Santarém, Lisboa, Palmela (que foi abandonada pelos mouros após a conquista de Lisboa) e Évora, esta conquistada por Geraldo Sem Pavor aos mouros.[31]

Terminada a Reconquista do território português em 1249, a independência do novo reino viria a ser posta em causa várias vezes por Castela. Primeiro, na sequência da crise de sucessão de D. Fernando I, que culminou na Batalha de Aljubarrota, em 1385.[32]

Com o fim da guerra, Portugal deu início ao processo de exploração e expansão conhecido por Descobrimentos. As figuras mais importantes foram o infante D. Henrique, o Navegador, e o Rei D. João II. Ceuta foi conquistada em 1415. O cabo Bojador foi dobrado por Gil Eanes em 1434 e a exploração da costa africana prosseguiu até que Bartolomeu Dias, já em 1488, comprovou a comunicação entre os oceanos Atlântico e Índico ao dobrar o cabo da Boa Esperança.[33] Em rápida sucessão, descobriram-se rotas e terras naAmérica do Norte, na América do Sul, e no Oriente, na sua maioria durante o reinado de D. Manuel I, o Venturoso. Foi a expansão no Oriente, sobretudo graças às conquistas de Afonso de Albuquerque que, durante a primeira metade do século XVI, concentrou quase todos os esforços dos portugueses, muito embora já em 1530 D. João III tivesse iniciado a colonização do Brasil.[34]

O país teve o seu século de ouro durante este período. Porém, na batalha de Alcácer-Quibir (1578), o jovem rei D. Sebastião e parte da nobreza portuguesa pereceram. Sobe ao trono o Rei-Cardeal D. Henrique, que morre dois anos depois, abrindo a crise de sucessão de 1580: esta resolve-se com a chamada monarquia dualista, em que Portugal e Espanha mantendo coroas separadas eram regidas pelo mesmo rei, também chamada União Ibérica, com a subida ao trono português de Filipe II de Espanha, o primeiro de três reis espanhóis (Dinastia Filipina).[35] Privado de uma política externa independente e envolvido na guerra travada por Espanha com os Países Baixos, Portugal sofreu grandes reveses no império, resultando na perda do monopólio do comércio no Índico.[36]

Esse domínio foi terminado a 1 de dezembro de 1640 pela nobreza nacional que, após ter vencido a guarda real num repentino golpe de estado, depôs a duquesa governadora de Portugal, coroando D. João IV como Rei de Portugal.[36]

Após o golpe de estado que restauraria a independência portuguesa a 1 de dezembro de 1640, seguiu-se uma guerra com Espanha que terminaria apenas em 1668, com a assinatura de um tratado de paz em que Espanha reconhecia em definitivo a restauração de Portugal.[37]

O final do século XVII e a primeira metade do século XVIII assistiram ao florescimento da exploração mineira do Brasil, onde se descobriram ouro e pedras preciosas que fizeram da corte de D. João V uma das mais opulentas da Europa. Estas riquezas serviam frequentemente para pagar produtos importados, maioritariamente de Inglaterra (por exemplo: quase não existia indústria têxtil no reino e todos os tecidos eram importados de Inglaterra).[36]

O comércio externo baseava-se na indústria do vinho e o desenvolvimento económico do reino foi impulsionado, já no reinado de D. José, pelos esforços do Marquês de Pombal, ministro entre 1750 e 1777, para inverter a situação com grandes reformas mercantilistas. Foi neste reinado que um violento sismo devastou Lisboa e o Algarve, a 1 de novembro de 1755.[38]

Por manter a aliança com a Inglaterra e recusar-se a aderir ao Bloqueio Continental, Portugal foi invadido pelos exércitos napoleónicos, por três vezes, a primeira em 1807. A Corte e a família real portuguesa refugiaram-se no Brasil e a capital deslocou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceriam até 1821, quando D. João VI, desde 1816 rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, regressou a Lisboa para jurar a primeira Constituição. No ano seguinte, o seu filho D. Pedro IV — conhecido no Brasil como D. Pedro I — era proclamado imperador do Brasil.[39]

Portugal viveu, no restante século XIX, períodos de enorme perturbação política e social (a guerra civil e repetidas revoltas e pronunciamentos militares, como a Revolução de Setembro, a Maria da Fonte, a Patuleia, Belenzada) e só com o Acto Adicional à Carta, de 1852, foi possível a acalmia política e o início da política de fomento protagonizada no período da Regeneração, do qual foi figura de proa Fontes Pereira de Melo.[40]

No final do século XIX, as ambições coloniais portuguesas chocam com as inglesas, o que está na origem do Ultimatode 1890.[41] A cedência às exigências britânicas e os cada vez mais comuns problemas e escândalos económicos lançam a monarquia num descrédito crescente, e D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe são assassinados em 1 de fevereiro de 1908. A monarquia ainda esteve no poder durante mais dois anos, chefiada por D. Manuel II, mas viria a ser abolida em 5 de outubro de 1910, implantando-se a República.[42]

A República é pouco depois instaurada, a 5 de outubro de 1910 e o jovem rei D. Manuel II parte para o exílio em Inglaterra.[43] Após vários anos de instabilidade política, com lutas de trabalhadores, tumultos, levantamentos, homicídios políticos e crises financeiras (problemas que a participação na Primeira Guerra Mundial contribuiu para aprofundar), o Exército tomou o poder, em 1926. O regime militar nomeou ministro das Finanças António de Oliveira Salazar (1928), professor da Universidade de Coimbra, que pouco depois foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros (1932).[44]

Ao mesmo tempo que restaurou as finanças, instituiu o Estado Novo, regime autoritário de corporativismo de Estado, com partido único e sindicatos estatais, com afinidades bem marcadas com o fascismo pelo menos até 1945.[45] Em 1968, afastado do poder por doença, sucedeu-lhe Marcelo Caetano.[46]

A recusa do regime em descolonizar as províncias ultramarinas resultou no início da guerra colonial, primeiro em Angola (1961) e em seguida na Guiné-Bissau (1963) e em Moçambique (1964). Apesar das críticas de alguns dos mais antigos oficiais do Exército, entre os quais o general António de Spínola, o governo parecia determinado em continuar esta política.[47] Com o seu livro Portugal e o Futuro, em que defendia a insustentabilidade de uma solução militar nas guerras do Ultramar, Spínola seria destituído, o que agravou o crescente mal-estar entre os jovens oficiais do Exército, os quais, no dia 25 de abril de 1974desencadearam um golpe de estado, conhecido como a Revolução dos Cravos.[48]

A este sucedeu-se um período de confronto político muito aceso entre forças sociais e políticas, designado como Processo Revolucionário em Curso (PREC), com especial ênfase durante o Verão de 1975, a que se chamou Verão Quente, no qual o país esteve prestes a entrar em guerra civil. Foram feitos ataques às sedes de partidos de esquerda como o PCP. Neste período, Portugal concede a independência a todas as suas antigas colónias em África.[49]

A 25 de novembro de 1975 diversos setores da esquerda radical (essencialmente pára-quedistas e polícia militar na Região Militar de Lisboa), provocados pelas notícias, levam a cabo uma tentativa de golpe de estado, que no entanto não tem nenhuma liderança clara. O Grupo dos Nove reage pondo em prática um plano militar de resposta, liderado por António Ramalho Eanes. Este triunfa e no ano seguinte consolida-se a democracia. O próprio Ramalho Eanes é no ano seguinte o primeiro Presidente da República eleito por sufrágio universal. Aprova-se uma Constituição democrática e estabelecem-se os poderes políticos locais (autarquias) e governos autónomos regionais nos Açores e Madeira.[50]

Entre as décadas de 1940–60, Portugal foi membro cofundador da NATO (1949), EFTA (1960) e OCDE (1961), saindo da EFTA em 1986, para aderir à então Comunidade Económica Europeia (CEE).[51] Em 1999, Portugal aderiu à Zona Euro,[52] e ainda nesse ano, entregou a soberania de Macau à República Popular da China.[53] Desde a sua adesão à União Europeia, o país presidiu o Conselho Europeu por três vezes, a última das quais em 2007, recebendo a cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.[54]

População

A população portuguesa é composta por 16,4 % com idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, 66,2 % entre os 15 e os 64 anos e 17,4 % com mais de 65 anos, como tal, a população tem vindo a envelhecer. A esperança média de vida é de 78,04 anos. Em termos de alfabetização, 93,3 % sabem ler e escrever, tendo a taxa de analfabetismo vindo a descer ao longo dos anos.[82] O crescimento populacional situa-se nos 0,305 %, nascendo 10,45 por cada mil habitantes e falecendo 10,62 por cada mil habitantes, o que faz com que a população esteja a ser renovada, contribuindo para este facto a taxa de fertilidade que se situa nos 1,32 em 2010.[83] Portugal é um dos países com mais baixa taxa de mortalidade infantil abaixo dos 5 anos (3,7 por mil em 2010) no mundo.[84]

Apesar de Portugal ser um país desenvolvido, ainda existe população sem acesso a água canalizada e eletricidade, embora em número bastante reduzido.[85] O saneamento básico ainda não abrange todo o território, sendo a região de Lisboa e Vale do Tejo onde existe um maior número de população com acesso. Ainda existe um grande número de habitações com fossa séptica, apesar de algumas não terem qualquer saneamento.[86] O acesso à saúde é garantido a toda a população, sendo o acesso aos medicamentos garantido a 95–100 % da população.[87]

Mais de metade da população vive no litoral, com destaque para os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal. A densidade populacional de Lisboa é muito superior à média nacional.[88]

Vivem em Portugal cerca de 451 mil imigrantes (dados de 2009), o que representa aproximadamente 5 % da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (115 882), da Ucrânia (52 253), de Cabo Verde (48 417), entre outros, tais como Moldávia, Roménia, Guiné-Bissau, Angola, Timor-Leste,Moçambique, São Tomé e Príncipe e Rússia.[89]

A estrutura global da sociedade portuguesa caracteriza-se por uma crescente desigualdade, o que coloca o país no grupo dos países da União Europeia com maior desigualdade. [90]

Os dados sobre a composição genética dos portugueses apontam para a sua fraca diferenciação interna e base essencialmentecontinental europeia paleolítica.[92] É certo que houve processos démicos no Mesolítico (provável ligação ao Norte de África) e Neolítico(criando alguma ligação com o Médio Oriente, mas bastante menos do que noutras zonas da Europa), tal como as migrações das Idades do Cobre, Bronze e Ferro contribuíram para a indo-europeização da Península Ibérica (essencialmente uma «celtização»), sem apagar o forte caráter mediterrânico, particularmente a sul e leste. A romanização, as invasões germânicas, o domínio islâmico mouro, e a presença judaica terão tido igualmente o seu impacto e a sua contribuição démica. Podem mesmo listar-se todos os povos historicamente mais importantes que por Portugal passaram e/ou ficaram: as culturas pré-indo-europeias da Ibéria (como Tartessos e outras anteriores) e seus descendentes (como os cónios, posteriormente «celtizados»); os protoceltas e celtas (tais como os lusitanos,gallaici, celtici); alguns poucos fenícios e cartagineses; Romanos; Suevos, búrios e visigodos, bem como alguns poucos vândalos ealanos; alguns poucos bizantinos; Berberes com alguns árabes e saqaliba (escravos eslavos); Judeus sefarditas; africanos subsarianos; fluxos menos maciços de migrantes europeus (particularmente da Europa Ocidental). Todos estes processos populacionais terão deixado a sua marca, ora mais forte, ora só vestigial. Mas a base genética da população relativamente homogénea do território português, como do resto da Península Ibérica, mantém-se a mesma nos últimos quarenta milénios: os primeiros seres humanos modernos a entrar na Europa Ocidental, os caçadores-recolectores do Paleolítico.[nota 11]

Uma das críticas comuns aos dados sobre os recenseamentos relaciona-se com a aparente deficiente cobertura dos grupos étnicos. Não se trata duma deficiente recolha de dados. Faz parte da política do Instituto Nacional de Estatística não incluir a distinção de raça ou etnia, havendo unicamente a recolha de dados sobre a nacionalidade.[94]

A língua oficial da República Portuguesa é o português,[95] adotado em 1290 por decreto do rei D. Dinis. Com mais de 210 milhões de falantes nativos,[96] é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental,[97] sendo também o idioma oficial de Angola, do Brasil, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique e de São Tomé e Príncipe, e língua oficial a par de outros idiomas também oficiais em Timor-Leste, em Macau e na Guiné Equatorial, sendo também falada na antiga Índia Portuguesa (Goa,Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, na União de Nações Sul-Americanas(UNASUL), no Mercado Comum do Sul (Mercosul) e na União Africana.[98]

São ainda reconhecidas e protegidas oficialmente a língua gestual portuguesa[99] e o mirandês, protegida oficialmente no concelho deMiranda do Douro,[100] com origem no asturo-leonês, ensinada como segunda língua facultativa em escolas do concelho de Miranda do Douro e parte do concelho de Vimioso. O seu uso, no entanto, é bastante restrito, estando em curso ações que garantam os direitos linguísticos à sua comunidade falante.[101]

A língua portuguesa é uma língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o galego, castelhano, catalão, italiano, francês, romeno,reto-romanche (Suíça), e outros.[102]

O português é conhecido como a língua de Camões (por causa de Luís de Camões, autor de Os Lusíadas), a última flor do Lácio, expressão usada no soneto Língua Portuguesa[103] de Olavo Bilac ou ainda a doce língua por Miguel de Cervantes.[104]

A Constituição Portuguesa garante a liberdade religiosa e a igualdade entre religiões,[105] apesar da Concordata que privilegia a Igreja Católica,[106] em várias dimensões da vida social, pelo que é comum, em algumas cerimónias oficiais públicas como inaugurações de edifícios ou eventos oficiais de Estado, haver a presença de um representante da Igreja Católica. No entanto, a posição religiosa dos políticos eleitos é normalmente considerada irrelevante pelos eleitores. A exemplo disso, dois dos últimos Presidentes da República (Mário Soares e Jorge Sampaio) eram pessoas assumidamente laicas.[107]

A maioria dos portugueses (84,6 % da população total — segundo os resultados oficiais dos censos 2001), inscrevem-se numa tradiçãocatólica.[108] A prática dominical do Catolicismo segundo um estudo da própria Igreja Católica (também de 2001) é realizada por 1 933 677 católicos praticantes (18,7 % da população total) e o número de comungantes é de 1 065 036 (10,3 % da população total). Cerca de metade dos casamentos realizados são casamentos católicos, os quais produzem automaticamente efeitos civis. O casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como o divórcio, são permitidos, conforme estabelecido no Código Civil (por mútuo consentimento ou por requerimento no tribunal por um dos cônjuges no caso do divórcio) apesar de o Direito Matrimonial Canónico não prever estas figuras, tal como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Existem vinte dioceses em Portugal, agrupadas em três distritos eclesiásticos: Braga, Lisboa e Évora.[109] Outras estatísticas não oficiais mostram que em 2004 a população católica de Portugal era de 90,41 %, sendo a população da Diocese Portalegre–Castelo Branco a mais católica com 99,35 % de fiéis e a população da Diocese de Beja a menos devota ao catolicismo com 83,42 % de católicos. Já as Dioceses de Lisboa e do Porto possuíam respetivamente 85,00 % e 90,56 % de população católica.[110]

De acordo com pesquisa de 2010 do Eurobarometer, 70% dos portugueses disseram acreditar na existência de algum deus. 15% disseram crer na existência de algum tipo de espírito ou força vital, ao passo que 12% não acreditavam que exista qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital.[111]

O protestantismo em Portugal possui várias denominações atuantes maioritariamente de cultos com inspiração evangélica neopentecostal (ex.: Congregação Cristã em Portugal, Assembleias de Deus em Portugal e Igreja Maná) ou de imigração brasileira (ex: Igreja Universal do Reino de Deus).[112]

Localidades

Lisboa (cerca de 500 000 habitantes — 3 milhões de habitantes na Região de Lisboa) é a capital desde o século XIII (tirando o lugar a Coimbra), a maior cidade do país, principal polo económico, detendo o principal porto marítimo e aeroporto portugueses e é a cidade mais rica de Portugal com um PIB per capita superior ao da média da União Europeia. Outras cidades importantes são as do Porto, (cerca de 240 000 habitantes — 1,5 milhões no Grande Porto) a segunda maior cidade e centro económico, Aveiro (por vezes denominada a “Veneza portuguesa”), Braga (“Cidade dos Arcebispos”), Chaves (cidade histórica e milenar), Coimbra (com a mais antiga universidade do país), Guimarães (“Cidade-berço”), Évora (“Cidade-Museu”), Setúbal (terceiro maior porto), Portimão (3.º porto de cruzeiros e sede do AIA), Faro e Viseu. Na área metropolitana de Lisboa existem cidades com grande densidade populacional como Agualva-Cacém e Queluz (concelho de Sintra), Amadora , Almada, Amora, Seixal, Barreiro, Montijo e Odivelas. Na área metropolitana do Porto os concelhos mais povoados são Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos e Gondomar. Na Região Autónoma da Madeira a principal cidade é o Funchal. Na Região Autónoma dos Açores existem três cidades principais: Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Angra do Heroísmo na ilha Terceira e Horta na ilha do Faial.[5]

Política e governo

Em Portugal, a lei fundamental é a Constituição, datada de 1976, todas as outras leis devem respeitá-la. A constituição sofreu algumas revisões. Está previsto na Constituição a realização de referendos de consulta popular, no entanto, o resultado pode ser anulado politicamente. O primeiro referendo foi em 1933 que aprovou a Constituição que levou à criação do Estado Novo. Outras leis estruturantes do país são o Código Civil (1966), o Código Penal (1982), o Código Comercial (1888), o Código de Processo Civil (2013), o Código de Processo Penal (1987) e o Código do Trabalho (2011). Algumas destas leis têm sofrido revisões profundas desde a sua publicação original.[117]

Existem quatro Órgãos de Soberania: o Presidente da República (Chefe de Estado — poder moderador, mas com algum poder executivo), a Assembleia da República (Parlamento — poder legislativo), o Governo (poder executivo) e os Tribunais (poder judicial). Vigora no país um sistema semipresidencialista, segundo o quadro constitucional estabelecido em 1976.[117] O semipresidencialismoportuguês – de pendor parlamentarista (atenuado ou acentuado, conforme o governo seja maioritário ou minoritário)[118] – suporta 4 traços estruturais essenciais:

Portanto, o Presidente da República é o chefe de Estado e é eleito por sufrágio universal, para um mandato de cinco anos. Ao contrário dos outros órgãos de soberania, o candidato a este cargo tem que ser maior de 35 e cidadão nacional. O candidato vencedor – na tomada de posse perante a Assembleia da República – presta o seguinte juramento: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa»[121] . O candidato eleito tem de ter mais de metade dos votos. No caso de não haver um vencedor claro, é feita uma segunda volta com os dois candidatos mais votados da primeira volta.

O Presidente da República exerce – entre as supra mencionadas funções – a de comando, como Comandante Supremo das Forças Armadas (Exército, Armada, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana); a de representação formal do Estado português no estrangeiro e nas relações internacionais, nomeadamente na de ratificação das convenções ou tratados internacionais e na receção das credenciais de embaixadores estrangeiros; a de promulgar e mandar publicar ou vetar os atos legislativos, nomeadamente as Leisda Assembleia da República, os Decretos-Lei e os decretos-regulamentares do Governo, bem como requerer a fiscalização da constitucionalidade destes diplomas; a de nomeação e exoneração do Primeiro-Ministro e dos demais ministros, neste último caso sob proposta do chefe do governo; conferir condecorações e exercer o cargo de grão-mestre das ordens honoríficas. Cabe, ainda, ao Presidente da República, sob proposta do Governo, a nomeação e exoneração de embaixadores e dos mais altos cargos militares (chefes de estado maior), bem como a nomeação do Procurador-Geral da República. No âmbito da interdependência de poderes entre o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo, cabe ao primeiro declarar a guerra e fazer a paz, declarar o estado de emergência e o de sítio e indultar e comutar penas. O chefe de Estado português reside, oficialmente, no Palácio de Belém, em Lisboa.[117]

A Assembleia da República, que reúne em Lisboa, no Palácio de São Bento, é eleita para um mandato de quatro anos. O primado do poder legislativo está atribuído à Assembleia da República, partilhando, em alguns casos, parte desse poder com o Governo. No entanto, a Assembleia da República detém poderes fiscalizadores dos atos legislativos do Governo, quer através da concessão de autorizações legislativas, quer através da apreciação parlamentar destes. Neste momento conta com 230 deputados, eleitos em 22 círculos plurinominais em listas de partidos políticos, embora nestas possam participar cidadãos independentes. O presidente da Assembleia é eleito pelos deputados, sendo sempre um deputado eleito nas legislativas, geralmente o deputado eleito é do partido do governo. O presidente da Assembleia é a segunda figura do estado, tomando a seu cargo as funções do presidente da República em caso de ausência deste.[117]

O Governo é chefiado pelo primeiro-ministro, que é, por regra, o líder do partido mais votado em cada eleição legislativa, e é convidado, nessa forma, pelo presidente da República para formar governo, pelo que o governo não é eleito mas nomeado. É o Presidente da República quem nomeia e exonera os restantes ministros, sob proposta do primeiro-ministro[117] Este reside oficialmente no Palacete de São Bento, nas traseiras da Assembleia da República, em Lisboa.[122] Qualquer governo pode ser alvo duma moção de censura podendo derrubá-lo na Assembleia. Uma moção de confiança também pode ser apresentada, opondo-se à moção de censura.[117]

Desde 1975, o panorama político português tem sido dominado por dois partidos: o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD). Estes partidos têm dividido as tarefas de governar e administrar a maioria das autarquias, praticamente desde a instauração da democracia. No entanto, partidos como o Partido Comunista Português (PCP), que detém ainda a presidência de autarquias e uma grande influência junto do movimento sindical ou o CDS — Partido Popular (CDS–PP) (que já governou o país em coligação com o PS e com o PSD) são também importantes no xadrez político. Para além destes, têm assento no Parlamento o Bloco de Esquerda (B.E.) e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).[117]

Turismo

O turismo continua a ser um setor econômico extremamente importante para Portugal, sendo que o número de visitantes deverá aumentar significativamente nos próximos anos. No entanto, há uma crescente concorrência com destinos do Leste Europeu, como a Croácia, que oferecem atrativos semelhantes, mas que muitas vezes são mais baratos. Consequentemente, o país é quase obrigado a se concentrar em suas atrações de nicho, como a saúde, a natureza e o turismo rural, com o objetivo de permanecer à frente dos seus concorrentes.[170]

Portugal está entre os 20 mais visitados países do mundo, recebendo uma média de 13 milhões de turistas estrangeiros anualmente.[171] O turismo está a desempenhar um papel cada vez mais importante na economia de Portugal, contribuindo para cerca de 11 % do seu produto interno bruto (PIB) em 2010.[172] Entre os povos estrangeiros que mais visitaram o país em 2012 estão os britânicos, seguidos por espanhóis, alemães, franceses e brasileiros.[173]

Em 2013, o país foi classificado na 20ª posição entre as 140 nações pesquisada pelo Índice de Competitividade em Viagens e Turismo, publicado pelo Fórum Econômico Mundial.[174] No mesmo ano, Portugal também foi eleito pela Condé Nast Traveller o melhor destino do mundo para se viajar.[175] Paisagem, gastronomia, praias e a simpatia da população foram os critérios usados para a escolha. A publicação ressaltou o “especial encanto que é visível nas tradições do país, com cidades que combinam a modernidade com o peso visível da história, paisagens e praias que nos reconciliam com a Natureza”.[176]

Em Maio de 2014 o portal de viagens do jornal norte-americano USA Today elegeu o país como o melhor da Europa para passar férias.[177]

Os principais pontos turísticos de Portugal são Lisboa, Algarve e Madeira, mas o governo português continua a promover e desenvolver novos destinos turísticos, como o vale do Douro, a ilha de Porto Santo e o Alentejo. Em 2005, Lisboa foi a segunda cidade europeia, depois de Barcelona, que atraiu mais turistas, com sete milhões de visitantes dormindo nos hotéis da cidade.[178]

Ciência e tecnologia

As atividades de investigação científica e tecnológica em Portugal são sobretudo conduzidas no âmbito de uma rede de unidades de I&D pertencentes a universidades públicas e estatais de gestão autónoma de investigação, em instituições como o INEGI — Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, INESC — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores ou INETI — Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. O financiamento deste sistema de investigação é conduzido principalmente sob a autoridade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[189] As maiores unidades de I&D das universidades públicas, em número significativo de publicações, que alcançou o reconhecimento internacional, incluem instituições de investigação de biociências como o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, oInstituto de Medicina Molecular,[190] o Centro de Neurociências e Biologia Celular,[191] o IPATIMUP, e o Instituto de Biologia Molecular e Celular.[192] Dentre as universidades privadas, centros de investigação notáveis incluem o Laboratório de Expressão Facial da Emoção. Dos centros de investigação notáveis apoiados pelo Estado, está o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, um esforço de investigação conjunta entre Portugal e Espanha. Entre as maiores instituições não estatais está o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Fundação Champalimaud,[193] que atribui anualmente um dos mais elevados prémios monetários do mundo relacionado com a ciência. Uma série de empresas nacionais e multinacionais de alta tecnologia, são também responsáveis por projetos de investigação e desenvolvimento. Uma das mais antigas academias de Portugal é a Academia das Ciências de Lisboa.[194]

Portugal fez acordos com várias organizações científicas europeias com vista à plena adesão. Estas incluem a Agência Espacial Europeia (ESA), o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), o ITER, e o Observatório Europeu do Sul (ESO). Portugal tem entrado em acordos de cooperação com o MIT (EUA) e outras instituições norte-americanas, a fim de desenvolver e aumentar a eficácia do ensino superior e de investigação em Portugal.[195]

Comunicações

Portugal tem uma das mais altas taxas de penetração de telemóveis no mundo, sendo que o número de aparelhos de comunicações móveis já ultrapassou o número da população total (à data de 2007, o número de utilizadores era de 13 413 milhões). Esta rede também oferece conexões sem fio à Internet móvel, e abrange todo o território. No final do primeiro trimestre de 2008 existiam em Portugal cerca de 1,713 milhões de utilizadores com acesso à Internet em banda larga móvel e cerca 1,58 milhões de acessos à Internet fixa, dos quais aproximadamente 1,52 milhões em banda larga. Pela primeira vez, o número de utilizadores de banda larga móvel ultrapassou o número de clientes de banda larga fixa.[196]

A maioria dos portugueses assiste à televisão através de cabo. Tendo em conta os crescimentos em ambas as tecnologias, no final do primeiro trimestre de 2008, os assinantes dos serviços de TV por subscrição suportados em redes de distribuição por cabo ou satélite(DTH) representavam cerca de 36,2 por cento dos alojamentos, mais 1 ponto percentual do que no trimestre anterior. A penetração destes serviços continua a ser superior à média nas Regiões Autónomas (que também verificaram crescimentos significativos).[197] Por iniciativa do Governo, a constituição da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), SARL é feita a 15 de dezembro de 1955. Em 1975, a RTP foi nacionalizada, transformando-se na empresa pública Radiotelevisão Portuguesa, mais tarde Rádio e Televisão de Portugal.[198] Nos finais do século, o Estado concedeu licença para a criação de duas estações de televisão: Sociedade Independente de Comunicação[199](1992) e Televisão Independente[200] (1993). Em 2011, estes eram os únicos quatro canais em sinal aberto existentes em Portugal. Para além dos canais nacionais, existem dois regionais: RTP Açores (1975)[201] e RTP Madeira (1972).[202]

A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) mantém três emissoras de rádio: Antena 1, Antena 2 e Antena 3.[203] Para além destas, existem emissoras privadas, sendo as mais conhecidas e antigas, a Rádio Renascença,[204] a Rádio Comercial e o Rádio Clube Português.[205]

O jornal Açoriano Oriental é o jornal mais antigo de Portugal e está entre os dez mais antigos do Mundo. Foi fundado a 18 de abril de 1835. Vários jornais têm surgido ao longo dos anos, sendo de destacar os jornais O Século, o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias. Em Portugal, existem várias revistas nas bancas sobre os mais variados temas, sendo as que tratam os assuntos da vida social que tem mais leitores. Destas, a Nova Gente, a Caras, a Lux, a VIP e a Flash são as mais vendidas.[206]

Música e dança

A música tradicional portuguesa é variada e muito rica. Do folclore fazem parte as danças do vira, do Minho, dos Pauliteiros de Miranda, da zona mirandesa, do Corridinho do Algarve ou do Bailinho, da Madeira. Instrumentos típicos são o cavaquinho, a gaita-de-foles, o acordeão, o violino, os tambores, a guitarra portuguesa (instrumento caraterístico do fado) e uma variedade de instrumentos de sopropercussão. Ainda na cultura popular existem as bandas filarmónicas que representam cada localidade e tocam vários estilos de música, desde a popular à clássica, sendo as bandas portuguesas das que melhor qualidade artística têm.[233]

O mais conhecido estilo de música português é o Fado, cuja intérprete mais célebre foi Amália Rodrigues. Outros cantores como Alfredo Marceneiro, Vicente da Câmara, Nuno da Câmara Pereira, Frei Hermano da Câmara, António Pinto Basto e Hermínia Silva também se distinguiram como fadistas. No entanto, o Fado tem também nos últimos anos assistido ao aparecimento de jovens cantores que atingem grande êxito, como Ricardo Ribeiro, Cristina Branco, Camané, Mariza, Ana Moura, Mafalda Arnauth e Mísia, entre outros, bem como de jovens guitarristas como Bernardo Couto. Recentemente, através dos Madredeus e de cantores como Mariza ou Dulce Pontes, a música portuguesa tem atingido um patamar de reconhecimento internacional e tem ajudado a divulgar a língua portuguesa em todo o mundo.[234] A nível de instrumentistas merece realce a carreira e composições do guitarrista Carlos Paredes, o mais conhecido mestre da guitarra portuguesa.[235]

Referências da canção de finais do século XX (principalmente do período pré e pós-revolucionário) são Zeca Afonso, Sérgio Godinho,Fausto, Adriano Correia de Oliveira, Vitorino, José Mário Branco, os Trovante, entre outros. Mesmo sendo ainda o fado o género mais conhecido além-fronteiras, a “nova” música portuguesa também tem um papel importante, demonstrando grande originalidade. Rui Veloso, The Gift, Mafalda Veiga, Kátia Guerreiro, Sara Tavares, Jorge Palma, Clã, David Fonseca, GNR, Ornatos Violeta, Xutos & Pontapés, Moonspell, Da Weasel, Primitive Reason, Deolinda, Mão Morta, Blasted Mechanism e Mind Da Gap são apenas alguns dos nomes mais conhecidos, indo do rock, à pop-eletrónica e ao rap, entre outros estilos.[236]

A música erudita portuguesa constitui um capítulo importante da música ocidental. Ao longo dos séculos, sobressaíram nomes de compositores e intérpretes como os trovadores Martim Codax e D. Dinis, os polifonistas Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e Pedro de Cristo, o organista Manuel Rodrigues Coelho o compositor e cravista Carlos Seixas, a cantora Luísa Todi, o sinfonista e pianista João Domingos Bomtempo ou o compositor e musicólogo Fernando Lopes Graça. O período de ouro da música portuguesa coincidiu, discutivelmente, com o apogeu da polifonia clássica no século XVII (Escola de Évora, Santa Cruz de Coimbra). Entre as grandes referências atuais, pontificam os nomes dos pianistas Artur Pizarro, Maria João Pires, Olga Prats e Sequeira Costa, da violetista Anabela Chaves, do violinista Carlos Damas, do compositor Emmanuel Nunes, do compositor e maestro Álvaro Cassutto. As orquestras sinfónicas mais importantes são a Orquestra da Fundação Gulbenkian, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. No que diz respeito à ópera, o Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa é o mais representativo.[236]

E ESSA FOI A SERÍE VAMOS FALAR UM POUCO SOBRE!

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A HISTORÍA DO BRASIL IMPERÍO :) (PARTE 1)

VOLTAMOS AGORA COM A HISTORIA VERDADEIRA…

O Império do Brasil[3] (denominado pela historiografia também como “Brasil Império“, “Brasil Imperial” ou “Brasil Monárquico“) foi um Estado que existiu durante o século XIX e que compreendia grande parte dos territórios que formam oBrasil e o Uruguai atuais. De uma colônia do Reino de Portugal, o Brasil tornou-se a sede do governo do Império Português em 1808, quando o então príncipe regente de Portugal (que futuramente se tornaria o rei D. João VI) fugiu da invasão do território português pelas tropas de Napoleão Bonaparte e estabeleceu-se com a família real e a corte na cidade do Rio de Janeiro. D. João VI elevaria o Brasil a condição de reino unido com Portugal, sua ex-metrópole. Mais tarde, D. João VI retornou paraPortugal, deixando seu herdeiro e filho mais velho, D. Pedro, na condição de príncipe regente do Reino do Brasil.

O Reino do Brasil desmembrou-se do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves com sua Independência, a 7 de setembro de1822, proclamada por D. Pedro de Alcântara de Bragança, que antes da independência era o herdeiro do trono como Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. O Reino do Brasil, independente em 1822, e, por conseguinte, desmembrado do império ultramarino português, torna-se Império do Brasil em 12 de outubro de 1822, com a coroação doimperador D. Pedro I, confirmado em 25 de março de 1824, com a outorga da Constituição brasileira de 1824. D. Pedro Iabdicou do trono imperial do Brasil em 7 de abril de 1831 e imediatamente partiu para a Europa para se envolver na Guerra Civil Portuguesa.

O sucessor de D. Pedro I era seu filho, D. Pedro II, com 5 anos de idade na época da abdicação, por isso foi instalada umaregência. O vácuo de poder resultante da ausência da decisão do monarca como o árbitro final em disputas políticas levou a rebeliões regionais entre facções locais, diminuídas após a declaração de maioridade de D. Pedro II. Ao herdar um império à beira da desintegração, D. Pedro II, uma vez declarado maior de idade, conseguiu trazer paz e estabilidade ao país, que se tornou uma potência internacional emergente. O Brasil saiu vitorioso de três conflitos internacionais (a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai) e prevaleceu em várias outras disputas internacionais e conflitos internos durante o governo do segundo reinado. Com o desenvolvimento econômico veio também um fluxo de imigração de europeus e a escravidão foi restringida por sucessivas legislações até à sua abolição definitiva, em 1888.

O Império do Brasil terminou com a deposição, em 15 de novembro de 1889, do imperador D. Pedro II, após um reinado de 58 anos, por meio de um golpe de Estado encabeçado por um grupo de líderes militares, que culminou com a adoção de uma forma republicana de governo.

O território que viria a ser conhecido como o Brasil foi reivindicado por Portugal em 22 de abril de 1500, quando o navegador Pedro Álvares Cabral desembarcou em seu litoral.[4] Uma colonização permanente seguiu-se e, de 1532 aos 300 anos seguintes, os portugueses expandiram lentamente seus domínio para oeste até chegarem a quase todas as fronteiras do Brasil moderno.[5] Em 1808, o exército do imperador francês Napoleão Bonaparte invadiu Portugal, obrigando a família real portuguesa — a Casa de Bragança, um ramo de mil anos da dinastia capetianaao exílio. Eles restabeleceram-se na cidade brasileira do Rio de Janeiro, que se tornou a sede oficial do Império Português.[6]

Em 1815, o príncipe português Dom João (mais tarde D. João VI), atuando comoregente, criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o que elevou o Brasil decolônia a reino. Ele subiu ao trono português no ano seguinte, após a morte de sua mãe, D. Maria I. Regressou a Portugal em abril de 1821, deixando para trás seu filho e herdeiro, o príncipe D. Pedro, para governar o Brasil como seu regente.[7] [8] O governo português imediatamente procurou revogar a autonomia política que ao Brasil havia sido concedida desde 1808.[9] [10] A ameaça de perderem seu limitado controle sobre assuntos locais inflamou uma oposição generalizada entre os brasileiros. José Bonifácio de Andrada, juntamente com outros líderes brasileiros, convenceram Pedro a declarar a independência do Brasil do domínio de Portugal em 7 de setembro de 1822.[11] [12] Em 12 de outubro, o príncipe foi aclamado D. Pedro I, o primeiro imperador do recém-criado Império do Brasil, uma monarquia constitucional.[13] [14] A declaração de independência foi combatida em todo o Brasil por unidades militares armadas leais ao governo português. A guerra de independência que se seguiu foi travada em todo o país, com batalhas nas regiões norte, nordeste e sul. Os últimos soldados portugueses renderam-se em março de 1824[15] [16] e a independência foi reconhecida por Portugal em agosto de 1825.

D. Pedro I enfrentou uma série de crises durante o seu reinado. A rebelião separatista na província da Cisplatina, no início de 1825, e a tentativa posterior das Províncias Unidas do Rio da Prata (que mais tarde se iriam tornar a Argentina) de anexá-la levaram o império à Guerra da Cisplatina: “uma longa, inglória e, finalmente, inútil guerra no sul”.[18] Em março de 1826, D. João VI morreu e D. Pedro I herdou a coroa portuguesa, tendo brevemente se tornado o rei D. Pedro IV de Portugal, antes de abdicar em favor de sua filha mais velha, que se tornou a rainha D. Maria II.[19] A situação piorou em 1828 quando a guerra no sul terminou com perda da Cisplatina pelo Brasil, que viria a tornar-se a república independente do Uruguai.[20] No mesmo ano, em Lisboa, o trono de D. Maria II foi usurpado pelo príncipe D. Miguel, o irmão de D. Pedro I.[21]

Outras dificuldades surgiram quando o parlamento do império, a Assembleia Geral, foi inaugurado em 1826. D. Pedro I, juntamente com uma percentagem significativa da legislatura, defendeu um sistema judiciário independente, um legislativo eleito pelo povo e um governo que seria liderado pelo imperador que deteria amplos poderes executivos e prerrogativas.[22] Outros no Parlamento defenderam uma estrutura semelhante, apenas com um papel menos influente para o monarca e com o poder legislativo sendo dominante na política e na governança.[23] A luta sobre se o governo seria dominado pelo imperador ou pelo parlamento foi travada em debates entre 1826 e 1831 no estabelecimento da estrutura governamental e política do império.[18] Ao não conseguir lidar com problemas tanto no Brasil quanto em Portugal simultaneamente, o imperador abdicou em nome de seu filho, D. Pedro II, em 7 de abril de 1831 e imediatamente embarcou para a Europa para restaurar sua filha ao seu trono.[24]

Após a saída precipitada de D. Pedro I, o Brasil ficou com um menino de cinco anos de idade como chefe de Estado. Sem precedentes a seguir, o império foi confrontado com a perspectiva de um período de mais de 12 anos sem um executivo forte, visto que, nos termos da Constituição, D. Pedro II não iria atingir a maioridade e começar a exercer a autoridade como o imperador até 2 de dezembro de 1843.[25] A regência foi eleita para governar o país nesse período. A regência tinha apenas alguns dos poderes exercidos por um imperador e era completamente subordinada à Assembleia Geral, que não podia preencher o vácuo deixado no cargo mais alto do governo brasileiro.[26]

Paralisada, a regência mostrou-se incapaz de resolver disputas e rivalidades entre facções políticas nacionais e locais. Acreditando que a concessão de maior autonomia política aos governos provinciais e locais iria sufocar a crescente dissidência, a Assembleia Geral aprovou uma emenda constitucional em 1834, o chamado Ato Adicional. Em vez de acabar com o caos, esses novos poderes somente alimentaram ambições e rivalidades regionais. A violência então explodiu em todo o país.[27] Partidos locais concorriam com uma renovada ferocidade para dominar os governos provinciais e municipais, visto que qualquer partido que dominava as províncias também ganhava o controle sobre o sistema eleitoral e político. Esses partidos que perderam as eleições se rebelaram e tentaram assumir o poder pela força, o que resultou em várias rebeliões.[28] A Revolta do Ano da Fumaça e a Revolta de Carrancas em Minas Gerais, aCabanagem no Grão-Pará, a Balaiada no Maranhão, a Revolta dos Malês e Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul, foram alguns dos conflitos deflagrados neste período.

Os políticos que haviam subido ao poder durante a década de 1830 haviam até então se familiarizado com as dificuldades e as armadilhas do poder. Segundo o historiador Roderick J. Barman, por volta de 1840 “eles haviam perdido toda a fé na sua capacidade de governar o país por conta própria. Eles aceitaram D. Pedro II como uma figura de autoridade, cuja presença era indispensável para a sobrevivência do país.”[29] Alguns desses políticos (que formariam o Partido Conservador em 1840) acreditavam que uma figura neutra era necessária, que poderia estar acima de facções políticas e de interesses mesquinhos para enfrentar o descontentamento e disputas moderadas.[30] Eles imaginaram um imperador que seria mais dependente do legislador do que o monarca constitucional imaginado por D. Pedro I, mas com mais poderes do que tinha sido defendido no início da regência por seus rivais (que mais tarde formaram o Partido Liberal).[31]Os liberais, no entanto, conseguiram passar uma iniciativa para antecipar a maioridade de D. Pedro II de 18 para 14 anos. O imperador foi declarado apto para governar em julho de 1840.[32]

Para atingir os seus objetivos, os liberais tinham-se aliado a um grupo de funcionários de alto escalão do palácio e a políticos notáveis​​: a “facção dos cortesões”. Os cortesões faziam parte do círculo íntimo do imperador e tinham grande influência sobre ele,[33] o que lhes permitiu a nomeação de sucessivos gabinetes liberais-cortesões. Seu domínio, no entanto, foi de curta duração. Por volta de 1846, D. Pedro II tinha amadurecido fisicamente e mentalmente. Como não era mais um jovem inseguro de 14 anos de idade, influenciado por fofocas, sugestões de lotes secretos e outras táticas de manipulação,[34] suas fraquezas desbotaram e sua força de caráter veio à tona.[34] Ele arquitetou com sucesso o fim da influência dos cortesões, removendo-os de seu círculo íntimo sem causar qualquer perturbação pública.[35] Ele também rejeitou os liberais, que se haviam revelado ineficazes enquanto estavam no cargo, e exortou os conservadores a formar um governo em 1848.[36]

As habilidades do imperador e do gabinete conservador recém-nomeado foram testadas durante três crises entre 1848 e 1852.[37] A primeira foi um confronto sobre a importação ilegal de escravos. Importar escravos tinha sido proibido em 1826, como parte de um tratado com o Reino Unido, [36] mas o tráfico continuou inabalável. No entanto, a aprovação pelo governo britânico da Lei Aberdeen de 1845 autorizou que os navios de guerra britânicos abordassem navios brasileiros e prendessem quem fosse flagrado envolvido no comércio de escravos.[38] Enquanto o Brasil lutava com este problema, a Revolução Praieira, um conflito entre facções políticas regionais na província de Pernambuco (e aquela em que partidários liberais e cortesões estiveram envolvidos) irrompeu em 6 de novembro de 1848, mas foi suprimida em março de 1849. Foi a última rebelião a ocorrer durante a monarquia e seu fim marcou o início de um período de 40 anos de paz interna no Brasil. A Lei Eusébio de Queirós foi promulgada em 4 de setembro de 1850 dando ampla autoridade ao governo para combater o comércio ilegal de escravos. Com esta nova ferramenta, o Brasil procurou eliminar a importação de escravos e em 1852 a primeira crise acabou quando a Grã-Bretanha aceitou que o comércio havia sido suprimido.[39]

A terceira crise foi um conflito com a Confederação Argentina sobre ascendência sobre territórios adjacentes ao Rio da Prata e pela navegação gratuita na hidrovia.[40] Desde a década de 1830, o ditador argentino Juan Manuel de Rosas apoiava rebeliões no Uruguai e no Brasil. O império foi incapaz de enfrentar a ameaça representada por Rosas até 1850,[40] quando uma aliança forjada entre Brasil, Uruguai e desafetos argentinos,[40] levou à Guerra do Prata e a posterior deposição do governante argentino em fevereiro de 1852.[41] [42] A passagem bem sucedida do império por estas crises melhorou consideravelmente a estabilidade e o prestígio da nação e o Brasil emergiu como uma potência hemisférica.[43] No plano internacional, os europeus vieram para ver o país incorporando os ideais liberais familiares, como a liberdade de imprensa e o respeito constitucional das liberdades públicas. Sua monarquia parlamentar representativa também contrastou com a mistura de ditaduras e instabilidade política endêmica nas outras nações daAmérica do Sul durante este período..[44]

No início da década de 1850, o Brasil gozava de estabilidade interna e prosperidade econômica.[45] A infraestrutura do país foi sendo desenvolvida, com o progresso na construção das estradas de ferro, do telégrafo elétrico e de linhas de navios a vapor que uniam o Brasil em uma entidade nacional coesa.[45] Depois de cinco anos de mandato, o gabinete conservador foi dissolvido em setembro de 1853. Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês de Paraná, o chefe do Partido Conservador, foi acusado de formar de um novo gabinete[necessário esclarecer].[46] O imperador D. Pedro II quis aplicar um plano ambicioso, que se tornou conhecido como “a Conciliação”,[47] que visava reforçar o papel do parlamento na resolução de disputas políticas do país.[46] [48]

O Marques de Paraná convidou vários liberais para se juntar às fileiras conservadoras e chegou a designar alguns como ministros. O novo gabinete, embora altamente bem sucedido, foi atormentado desde o início pela forte oposição dos membros ultraconservadores do Partido Conservador, que repudiaram os novos recrutas liberais. Eles acreditavam que o gabinete havia se tornado uma máquina políticainfestada com liberais convertidos que não eram genuinamente parte dos ideais do partido e estavam interessados ​​principalmente na obtenção de cargos públicos.[49] Apesar dessa desconfiança, Paraná mostrou resistência em retirar as ameaças e superar os obstáculos e contratempos.[50] [51] No entanto, em setembro de 1856, no auge de sua carreira, ele morreu de forma inesperada, embora o seu gabinete tenha sobrevivido até maio de 1857.[52]

O Partido Conservador tinha sido dividido ao meio: de um lado estavam os ultraconservadores e do outro os conservadores moderados que apoiaram a Conciliação.[53] Os ultraconservadores eram liderados por Joaquim Rodrigues Torres, o Visconde de Itaboraí, Eusébio de Queirós e Paulino Soares de Sousa, o 1º Visconde de Uruguai — todos os ex- ministros no gabinete de 1848-1853. Esses estadistasmais velhos haviam tomado o controle do Partido Conservador após a morte do Marquês de Paraná. Depois de 1857, nenhum dos gabinetes sobreviveu por muito tempo, todos rapidamente entrando em colapso devido à falta de uma maioria na Câmara dos Deputados.[54]

Os membros restantes do Partido Liberal, que definhavam desde a sua queda em 1848 e a desastrosa Revolução Praieira em 1849, aproveitaram o que parecia ser iminente implosão do Partido Conservador para voltar à política nacional com força renovada. Eles entregaram um poderoso golpe para o governo, quando conseguiram ganhar vários assentos na Câmara dos Deputados em 1860.[55]Quando muitos conservadores moderados desertaram para se unir aos liberais para formar um novo partido político, a Liga Progressista,[56] continuar no poder se tornou insustentável para os conservadores devido à falta de uma maioria governista viável no parlamento. Eles se demitiram e, em maio de 1862, D. Pedro II nomeou um gabinete progressista.[57] O período desde 1853 tinha sido de paz e prosperidade para o Brasil: “O sistema político funcionou sem problemas, liberdades civis foram mantidas. A partida tinha sido feita na introdução no Brasil das linhas da estrada de ferro, do telégrafo e do vapor. O país não era mais conturbado pelas disputas e conflitos que se acumulou durante seus primeiros 30 anos.”[58]

A vitória diplomática sobre o Império Britânico e a vitória militar sobre o Uruguai em 1865, seguida da conclusão bem sucedida da guerra com o Paraguai em 1870, marcou o início da “era de ouro” do Império do Brasil.[82] A economia brasileira cresceu rapidamente; outros projetos de modernização de estradas de ferro e transportes foram iniciados; a imigração floresceu.[83] O império ficou conhecido internacionalmente como uma nação moderna e progressista, perdendo apenas para os Estados Unidos na América, era uma economia politicamente estável, com um bom investimento potencial.[82]

Em março de 1871, D. Pedro II nomeou o conservador José Paranhos, o Visconde do Rio Branco, como chefe de um gabinete, cujo principal objetivo era o de aprovar uma lei para libertar imediatamente todas as crianças nascidas de escravas.[84] O controverso projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em maio e enfrentou “uma oposição determinada, que comandou o apoio de cerca de um terço dos deputados e que procurou organizar a opinião pública contra a medida.”[85] O projeto de lei foi finalmente promulgado em setembro e ficou conhecido como “Lei do Ventre Livre“.[85] O sucesso de Rio Branco, no entanto, prejudicou seriamente a estabilidade política do império a longo prazo. A lei “dividiu os conservadores ao meio, uma facção do partido apoiou as reformas do gabinete de Rio Branco, enquanto a segunda — conhecida como a escravocratas — foram implacáveis ​​em sua oposição”, formando uma nova geração de ultraconservadores.[86]

A “Lei do Ventre Livre ” e o apoio de D. Pedro II à legislação resultou na perda de lealdade incondicional dos ultraconservadores à monarquia.[86] O Partido Conservador tinha experimentado divisões sérias antes durante a década de 1850, quando o total apoio do imperador para a política de Conciliação deu origem aos progressistas. No entanto, os ultraconservadores, liderados por Eusébio, Uruguai e Itaboraí, adversários da Conciliação na década de 1850, acreditavam que o imperador era indispensável para o funcionamento do sistema político: ele era visto como um árbitro final e imparcial para os impasses políticos.[87] Por outro lado, esta nova geração de ultraconservadores não tinha experimentado a regência e os primeiros anos do reinado de D. Pedro II, quando perigos externos e internos ameaçaram a própria existência do império; eles só conheceram a prosperidade, a paz e uma administração estável.[29] Para eles – e para as classes dominantes em geral – a presença de um monarca neutro que pudesse resolver as disputas políticas não era mais importante. Além disso, desde que D. Pedro II tomou claramente um lado político sobre a questão da escravidão, ele tinha comprometido sua posição como um árbitro neutro. Os novos políticos ultraconservadores não viram nenhuma razão para defender o cargo imperial.[88]

As deficiências da monarquia levaram muitos anos para se tornarem aparentes. O Brasil continuou a prosperar durante os anos 1880, com a economia e a sociedade se desenvolvendo rapidamente, incluindo o primeiro impulso organizado pelos direitos das mulheres.[89] [90] Por outro lado, cartas escritas por Pedro II revelam um homem envelhecido e cansado do mundo, cada vez mais alienado de eventos atuais e em perspectiva pessimista.[91] Ele permaneceu meticuloso em suas funções formais como imperador, embora muitas vezes sem entusiasmo, mas ele já não intervinha ativamente para manter a estabilidade no país.[92] Sua crescente “indiferença ao destino do regime”[93] e sua inação em proteger o sistema imperial quando ele foi ameaçado levaram historiadores atribuírem a “principal, talvez única, responsabilidade” pela dissolução da monarquia ao próprio imperador.[94]

A falta de um herdeiro que pudesse viabilizar e proporcionar um novo rumo para o país também ameaçou as perspectivas de longo prazo da monarquia brasileira. O herdeiro do imperador era sua filha mais velha, Isabel, que não tinha interesse e nem expectativa de tornar-se uma monarca.[95] A Constituição permitia a sucessão feminina ao trono, mas o Brasil ainda era uma sociedade muito tradicional, dominada por homens e a visão predominante era de que apenas um monarca masculino seria capaz de executar a funções de chefe de Estado.[96] Pedro II,[97] as classes dominantes[98] e o estabelecimento político consideraram um sucessor do sexo feminino como impróprio e Pedro II acreditava que a morte de seus dois filhos e a falta de um herdeiro do sexo masculino eram um sinal de que o império estava destinado a ser suplantado.[97]

Um imperador cansado que não se importava mais com o trono, um herdeiro que não tinha nenhum desejo de assumir a coroa e uma classe dirigente cada vez mais descontente e que não condizia com o papel Imperial em assuntos nacionais: todos esses fatores pressagiaram a desgraça iminente da monarquia brasileira. Os meios para alcançar a queda do sistema imperial logo aparecem dentro das fileiras do Exército. O republicanismo nunca tinha florescido no Brasil fora de certos círculos elitistas[99] [100] e tinha pouco apoio nas províncias.[101] A combinação de crescimento dos ideais republicanos e positivistas entre oficiais do exército, no entanto, começou a se tornar em séria ameaça à monarquia. Estes oficiais eram a favor de uma ditadura republicana, que eles acreditavam que seria superior à monarquia democrática liberal.[102] [103] Começando com pequenos atos de insubordinação no início da década de 1880, o descontentamento no exército cresceu em escopo e audácia durante a década, já que o imperador estava desinteressado e os políticos eram incapazes de restabelecer a autoridade do governo sobre os militares.[104]

EM BREVE , PARTE 2…

Vídeos sobre o brasil imperío + NOVA LOGO!

Selecionei os 2 melhores links de vídeos do YouTube sobre o Brasil Imperío em 1 só postagem.

VAMO QUE VAMO!

Links :

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http://www.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DeKyBF_Ib_Zg&usg=AFQjCNHs7uNBRdmFxBSAwTfLMuP4_FfeyA&sig2=LBbqbngaLCczk7Wla9I3sw

ENQUANTO ISSO…

TEMOS UMA NOVA NOVIDADE NO SITE (e depois terá mais) QUE VAI ALEGRAR VOCÊS!

TEMOS UM NOVO LOGOTIPO PRA O SITE!

ELE ESTÁ AQUI : FotorCreated

Desentrevistas : D.Pedro I.

Olá, descíclopes do Brasil. Hoje estou aqui no terreiro Filhos de Ogum, onde, com a ajuda do Pai Maneco, estarei entrevistando sua majestade Dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil. Pode começar a receber, Pai Maneco.

Olá. É um enorme prazer entrevistá-lo, Dom Pedro I.

Boa noite, amigo repórter. Há muito tempo não acontecia nada de legal comigo. Tipo, não tem nada pra fazer lá no Outro Mundo.

Para começar, como é mesmo o seu nome completo?

Bom, deixa eu lembrar… Pedro Ananias de Alcântara Lindomar Odair Raimundo Adão Quincas Jeremias Reginaldo Serafim Bráulio Adolfo Evaristo Beltrano Juarez da Tecpix Gastão Plínio Ciclano Abelardo Norberto Caetano Francisco Diego Leonaldo Antônio Lorenzo João Vidal Dagoberto Ariel Florentino Januário Barroso Donato Jardel Carlos Josias Adalberto Fortunato Lineu Belizário Wilde Dunha Jonas Firmino Horácio Edmundo Xavier John Paul George Ringo Dorimar Anselmo Aureliano Vitorino Valdemir Valdo Cândido Dearly Renan Bento Sebastião Othon Neemias Misael Armando Rusy Caleb Eric Rui Rosivaldo Rosiel Otaviano Geraldo Washington Ronaldo Silvério Edilson Alberto Lauro Beijamim Mouzart Natal Garcias Salvador Efigênio Abrão Stefânio Stênio Agostinho Ivan Valdemar Laurindo Ônix Edivaldo Sinésio Hernades Valdecir Ataídes Altamir Alfredo Ferreira Tupirama Edivan Lino Gustavo Valdevan Lázaro Osvaldo Vilmar Messias Abrahão Laynus Acrísio Mateus Roney Roenrley Carlino Galdino Paulino Atos Anácio Nelson Sabino Davi Tarcísio Aroldo Edimir Tadeu Zacarias Josino Jesuíno Justiniano Ludovico Asdrúbal Jacinto Anísio de Paula Fulano Ciclano Leopoldo Miguel Benedito Matias Felício Rodrigo Epaminondas Murilo Genival Rafael Joaquim Gabriel Jean José Josué Juscelino Juvenal Joaran Jussiro Mirosmar Gomes Gonzaga Pascoal Cardoso Policarpo Eufrásio Cipriano Roberto Adriano Baltazar Felipe Heleno Hellisçon Dorvacir Jair Jairan Cleudivan Emilson Anésio Uilson Bonifácio Félix Denísio Ramon Henrique Hugo Édson Hudson Hiago … Esqueci o resto, depois você pesquisa na Wikipédia se você fizer questão de saber todo o meu nome, mas pode me chamar de Pedrinho, Pedrinho das Marquesas.

Eh, deixa pra lá. Conte um pouco sobre a sua infância em Portugal

Bom, dizem que todo grande líder foi criado a base de muito leite por ser este um alimento muito bom para a saúde e tal. Ouvi dizer que Napoleão foi criado com leite de ursa para ter a força desse animal, e Henrique VIII recebeu leite de loba para ter grande poder de liderança. Enfim, minha mãe conhecia essas histórias e aí resolveu me criar a base de leite de magnésia, e o resultado todos conhecem. Isso me perseguiu durante toda a minha vida. Desde a infância eu tinha a fama de ser um cagão, talvez por isso muita gente nem chegava perto de mim.

E como foi fugir para o Brasil com o seu pai?

Se eu era um cagão, meu pai foi muito bundão ao fugir do Napoleão, e isso até rimou, ora pois. Por mim eu ficaria em Portugal, mas eu tive que ir para o Brasil, que era uma colônia totalmente mal-estruturada, não tinha quase nenhuma fazenda de criação de gado, e aí faltava leite o tempo todo. Só tinha leite de magnésia mesmo, e isso me fazia lembrar aquele trauma de infância.

Como que foi o Dia do Fico?

Todo mundo já sabia que eu andava ficando muito com a Marquesa de Santos, a gente ficava tanto que até tivemos uns quatro ou cinco filhos se não me engano. A Corte de Portugal queria que eu voltasse para o meu país para que eu não pudesse mais ficar com ela, mas aí eu chutei o pau da barraca da feira e assumi para todos de uma vez que eu tava ficando com ela.

E no dia da Independência, quais foram os bastidores de fato?

Estava eu passeando no Rio Ipiranga com a minha tropa quando me deu uma caganeira do demônio, como sempre acontecia nas piores horas. Ai Jisuis, por que eu fui comer aquela empadinha naquele boteco na beira da estrada? Aí literalmente a merda aconteceu, e tal da intendência não havia trazido papel higiênico junto. Fiquei muito louco da vida com aquela Intendência de Morte, mas a tropa entendeu Independência ou Morte e não tinha como eu desmentir, senão meu nome seria motivo de piada na Europa. Assim eu acabei proclamando a Independência do Brasil, na cagada mesmo.

E finalmente, por que você voltou para Portugal?

O pessoal já não aguentava mais as cagadas que eu fiz no governo e durante a Guerra da Cisplatina, por isso eu tive que pedir pra sair. Como eu tinha vaga garantida em Portugal, eu fui tentar a vida lá outra vez, e consegui virar rei por lá também, depois de jogar com meu irmão Miguel. O problema é que as caganeiras tavam me matando em todos os sentidos, e a última coisa que consegui fazer foi colocar a minha filha no trono de Portugal, porque o meu lugar sempre foi o outro trono, aquele do Banheiro do Pedrinho, que na verdade era o meu banheiro e acabou entrando para a história junto comigo. O nome Pedrinho nunca foi uma coincidência.

Obrigado pela participação, Pedrinho

Eu é que agradeço a atenção, repórter. Aah, aah, você sabe onde tem um banheiro aí?? Eu posso estar morto agora, mas as crises de incontinência continuam a me acompanhar depois de morto!! AAAAA!

 

10 curiosidades sobre o Brasil Imperío

No dia 07 de setembro, comemoramos (ou não) a Independência do Brasil, eternizada no brado retumbante de D. Pedro, em São Paulo, às margens do Rio Ipiranga. Mas será que as coisas aconteceram realmente assim? Dá pra confiar em todos os fatos contados nos livros didáticos? O que a história oficial não mostra? Vamos conhecer 10 curiosidades sobre o Brasil Imperío.

– O Dia do Fico ocorreu por causa da tentativa da nobreza portuguesa em mandar D. Pedro para Portugal, com objetivo de recolonizar o Brasil. Pedro recebeu milhares de assinaturas pedindo que ficasse. No dia 9 de janeiro de 1822, ele teria dito: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”.

Maria Leopoldina, esposa de D. Pedro, teria alertado sobre a intenção de Portugal recolonizar o Brasil. Ela teria enviado uma carta durante a viagem de D. Pedro a São Paulo, com os dizeres: “(…) Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele (Brasil) fará a sua separação. O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece (…)”.

– Segundo alguns pesquisadores, D. Pedro estaria na casa de sua amante, a Marquesa de Santos, quando recebeu a carta de sua esposa, a Imperatriz Leopoldina, alertando-o sobre o golpe pretendido por Portugal. Na madrugada de 7 de setembro de 1822, ele inicia sua viagem de volta para São Paulo.

– Ao entrar em São Paulo a comitiva passou pelo Caminho Lavapés – um pequeno córrego que fazia a divisa entre a zona rural e a cidade. Ali os recém chegados a cidade podiam lavar seus pés, normalmente sujos e cansados das longas viagens. Hoje o local chama-se Rua dos Lavapés.

– O Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal pela Independência. D. Pedro não pediu nenhuma possessão portuguesa – caso de Angola, na África, cuja elite quis fazer parte do Império do Brasil para facilitar o tráfico de escravos.

– O quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, entrou para a história como o retrato do momento da Proclamação da Independência. Mas foi pintado apenas em 1888, em Florença, na Itália, sob encomenda da Corte. O pintor, que nem era nascido em 1822, cometeu alguns exageros.

– Por exemplo, D. Pedro tinha acabado de se encontrar com sua amante Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. Ele viajava secretamente, por isso não poderia estar com uma grande comitiva e nem usando traje oficial. Além disso, D. Pedro não estava viajando a cavalo. Para viagens longas só era usado o burro.

– O grito não aconteceu às margens do riacho do Ipiranga, como sugere o quadro e a letra do Hino Nacional. O príncipe bradou o seu célebre grito no alto da colina próxima ao riacho, onde sua tropa esperava que ele se aliviasse de um súbito mal-estar intestinal.

– A Casa do Grito, que também aparece no quadro, é uma das atrações do Parque da Independência, em São Paulo. Feita em taipa, ela foi habitada pela família Tavares de Oliveira, a partir de 1911. Em 1936, a família acabou desapropriada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

– O quadro mede 7,60 metros por 4,15 metros. Mas o maior quadro de Pedro Américo, também o maior do Brasil, é “Batalha do Avaí”, de 1874. A tela tem 66 m2 e está em exibição no Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro. Levou 26 meses para ser finalizado.

FIM.

 

A historía do brasil imperío :) (VERSÃO HUMOR)

FALAI GALERA QUE TA NO COMPUTADOR!

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Hoje vou falar sobre a historía do brasil imperío , então , pode gritar!

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Cquote1.png Você quis dizer: Brasil *****? Cquote2.png
Google sobre Império do Brasil

Cquote1.png O império contra-ataca Cquote2.png
Star Wars sobre Império do Brasil
Cquote1.png Independência ou morte!!! Cquote2.png
D. Pedro I sobre Império brasileiro
Cquote1.png o RLY? Cquote2.png
Militares brasileiros sobre citação acima
Cquote1.png Acho que eu vou lucrar mais sendo imperador nesse país imenso do que naquela merda.Cquote2.png
D. Pedro sobre Império do Brasil
Cquote1.png ZZZZzzz! Cquote2.png
D. Pedro II sobre Império do Brasil
Cquote1.png Agora é tudo meu Cquote2.png
Deodoro da Fonseca sobre Império brasileiro

Brasil Império foi o período em que o país foi colonizado pelos imperadores D. Pedro Vader I e seu filho.

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Pra começar, a corte não veio pro Brasil porque gostava do país, claro que não. Eles estavam com medinho da Napoleão Bonaparte, depois que ele criou o Bloqueio Continental, como uma forma de arrasar com as pretensões econômico-político dos pupilos da Rainha. E como D. João VI era um bundão que ficava sempre do lado que ganhava, teve que fugir, pois fechava com os manos da Inglaterra.

5a62e74fcb95a574e59f209fade31d7aNarigudão-Napoleão gostava de criar inimigos, pois achava que sua marinha era tão forte quanto a zaga do Fluminense. Então, em 1806, ele instaurou o tal bloqueio. Qualquer um que tivesse alguma relação  comercial com a Inglaterra, seria exterminado, pulverizado e sodomizado. Isso afetou diretamente as roupas que estavam no varal de D.João VI.

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Pressionado pelos brasileiros e pelos negões, em 1808, D. João teve que assinar a abertura dos portos às nações miguxas, tornando o Brasil uma colônia da Inglaterra. Era o fim do Pacto Colonial, agora o Brasil era independente… Independente para fazer compras e ser mais uma marionete nas mãos dos britânicos.

Deixar o Brasil nas mãos da Inglaterra irritou muito os portugueses, pois eles nunca iriam querer que certo país de língua inglesa dominasse o mundo. Mas mesmo assim, D. João teve que selar o compromisso com aquele país e assinar mais uns 20 tratados dando total liberdade aos britânicos a virem até aqui, roubar nossas mulheres, matar nossos escravos, tomar nosso dinheiro, dominar nosso mercado, e outras coisas simples e cotidianas. Mesmo fo***** com todo mundo e matando geral na Revolução Pernambucana, os dissidentes lusitanos não ficaram satisfeitos com D. João e organizaram uma festa em sua homenagem para dizer o quanto era gordo.

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Em 1815, o Brasil foi elevado a Reino Unido da Grã-Bretanha de Portugal e Algarve. Como Portugal não unia nada, são burros como o Flamengo, o país estava mais dividido que nunca. Cinco anos depois, a Revolução do Vinho Porto implantou a monarquia já existente no Brasil e D. João fugiu voltou a Portugal. Aqui no país deixou seu filho, D. Pedro, que foi intimado duas vezes a voltar, mas como gostava muito das morenas desse lugar, proclamou o dia do Fico e em setembro, ao saber que uma delas estava grávida, gritou independência ou morte, ca*****!

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Ninguém queria deixar o poder na mão de um fanfarrão como o D. Pedro I, o cenário político no primeiro Reinado foi marcada pela disputa da conquista de territórios brasileiros. O primeiro combate entre as filosofias políticas ocorreu na criação da constituição de 1824. Durante o ano anterior, as disputas pelo poder foram inúmeras, enquanto a burguesia queria que quem mandasse fosse os ricos o povo, a monarquia portuguesa queria cada vez mais poder. O fim da picada foi a noite da agonia:

Cquote1.png Sou eu que mando nessa p****! Cquote2.png
D. Pedro sobre Império do Brasil

Ele acabou com a constituinte, fechou o parlamento e agiu com as próprias mãos. Mas para espairecer, D. Pedro ia todas as noites para a Lapa, dar umas lapadas nas moçasde lá.

A reação quanto à única atitude máscula de D. Pedro I em sua vida foi intensa. Em 1824, os revolucionários já queriam o Brasil livre daquele monte de bosta adoradora de bacalhau, então fizeram a Confederação do Equador. Claro que não conseguiram livrar o Brasil sendo chefiados pelo frei Caneca, que foi morto. Os intrometidos reconheceram o Brasil livre no mesmo ano, mas Portugal só veio a se livrar dessa pica depois que viu a dívida externa brasileira. Em seguida, D. Pedro perde o Uruguai e percebe que todo mundo o odeia.

Em 1830, numa noite no Palácio do Imperador na Tijuca, ocorreu o assassinato de um playboyzinho de merda e isso fez o povo brasileiro e português não tolerar mais D. Pedro I. Aos 7 de abril de 1831, ele pede pra sair em favor de seu filho: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga.

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Cquote1.png Você quis dizer: bagunça? Cquote2.png
Google sobre Período Regencial

Esse foi o período mais favelado de todos. Ninguém queria deixar o povo as pessoas corretas no poder. Enquanto tínhamos gente querendo a volta de Dom Pedro, outros estavam cagando e andando pra ele. Houve várias transformações: o Partido Português se transformou em “Caramuru” e queria que Dom Casmurro Pedro voltasse. O Partido “Brasileiro” se dividiu que nem o Flamengo e o Fluminense: Farroupilha e Chimango, um contra e outro a favor da centralização política. Mas quem mandava na real era a Inglaterra mesmo. A Regência Trina criou a Guarda Nacional, mais uma tentativa falida de organizar essa merda. A Constituição foi reformada e D. Pedro I continuava em Portugal, até que morreu , e ligaram pra uma pessoa que tinha Hellomoto como toque.

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QUE…

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O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII, e de repente, se tornou a maior fonte de renda do Brasil no mercado internacional, como uma forma de mostrar que só as coisas pretas davam lucro ao Brasil.

O café fez o sucesso assim, pois no sudeste a terra era boa, ainda mais no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde não só a terra, mas outras coisas também são muito boas. Em São Paulo destacou-se o café pela terra roxa, numa tentativa de falar rossa em espanhol. Mas, como os paulistas são burros, pensaram que era terra roxa.

Uma das principais colaborações desse produto para o Brasil, além de noites de insônia e dinheiro gasto na boate, foi a ajuda no fim do tráfico de manos negros da África para o Brasil, substituindo os escravos pelos italianos mal-qualificados e desempregados quase a ponto de mandar suas mulheres e filhas irem trabalhar como prostitutas.

Em 1844, a Inglaterra começa a perder seu principal roubo: foi criada a Lei Alves Caucasiano, que extinguia as taxas alfandegárias favoráveis aos ingleses. Na sua cara, Elizabeth.

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Mesmo com todas essas conquistas, os portugueses queriam voltar, e dessa vez: O IMPÉRIO CONTRA-ATACA. Com quase duas revoluções republicanas por mês, os regentes estavam ocupados demais em Pernambuco matando dissidentes holandeses e nem perceberam a burrada que fizeram: aprovaram a maioridade de D. Pedro II e agora ele volta ao trono mais gordo dorminhoco poderoso do que nunca.

Durante o Segundo Reinado, a monarquia se acomodou e esqueceu que tínhamos muitos, mas muitos escravos trabalhando nas nossas fazendas. Começava a luta pela abolição da escravatura. Enquanto isso, D. Pedro II se envolvia em guerras contra a Argentina e brincava de aumentar nossa dívida externa. É por isso que até hoje o Framengo não tem dinheiro , e o star wars ficou assim :

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Claro, a principal responsável pela abolição da Escravatura você já sabe, foi a Senhorita Morello Princesa Isabel. Bom, qual mulher não ama um negão livre? Quanto maior o negão melhor. Era assim que pensava a filha do Imperador. Ela andava pelo pátio do palácio até que viu um escravo se exercitando ao levar três toras de madeira ao mesmo tempo para construir um banheiro. Ela disse:

Cquote1.png Nossa, que madeira enooooooooorme, como você consegue carregar tudo isso? Cquote2.png
Princesa l Isabel fala para Escravo

Cquote1.png Motumbo, kuaná, akauí atá. Madeira atê Madeira, macu-lêlê. Cquote2.png
Escravo fala Princesa Isabel.

Depois disso a Princesa tentou criar várias leis para libertar os negões:

  1. Lei do Ventre Livre: Os escravos que nascessem agora eram livres, ebaaaaa. Livres para irem pra floresta sozinhos sem seus pais.
  2. Lei dos Sexagenários: Não, não tem nada a ver com sexo. Os escravos velhos poderiam sair da senzala. Se chegassem a essa idade.
  3. Lei Áurea: Agora os negros não são mais vistos como escravos, só como bandidos, favelados, pretos, ladrões, etc.

Capturar

Depois de acabar com a última fonte de renda do país, a Princesa Isabel percebeu que traiu o movimento caucasiano, todo mundo ficou boladão, cheio de ódio dela, da família real e principalmente daquele Imperador de merda que não fazia nada. Movimentos foram crescendo, e crescendo, até que perceberam que com a monarquia não daria dinheiro pra burguesia Pátria amada Brasil. Militares,positivistas e outros puxa-sacos conseguiram fazer a cabeça do Marechal Deodoro da Fonseca. Até então, Deodoro era como uma irmã pro Imperador. Com tudo marcado para o dia 20 de novembro, o Marechal Deodoro percebeu que as coisas estavam calmas demais. Até que um major de merda baderneiro espalhou o boato de que Deodoro e Constant seriam presos e enjaulados com os escravos. Temendo que lhe tirassem a honra, Deodoro se adiantou, e em 15 de novembro de 1889 expulsou a família real antes que lhe pegassem e deu o poder à burguesia. O Brasil se tornava uma ditadura república e era criado mais um feriado.

História do Brasil: O Império Contra-Ataca (18221889)

Guerras, arranca-rabos, revoluções e revoltas: Dia do FicoIndependência do BrasilNoite das GarrafadasGuerra PlatinaGuerra do ParaguaiGuerra dos FarraposConfederação do EquadorBalaiadaCabanagemSabinadaLei ÁureaAbolição

O Imperador, sua corte e outros indivíduos: D. Pedro IPadre FeijóImperatriz LeopoldinaD. Pedro IIConde D’EuPrincesa IsabelChalaçaJosé BonifácioDuque de CaxiasMarquesa de SantosAlmirante BarrosoAlmirante TamandaréBarão do Rio BrancoBarão de MauáBarão de ItararéBarão GeraldoAnita GaribaldiGiuseppe Garibaldi.

 

E ESSA FOI A HISTORIA , FUI , TCHAU!

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